quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Um príncipe inesquecível



                                                                   A LÉON WERTH
                             Peço perdão às crianças por dedicar este livro a uma pessoa grande.
            Tenho uma desculpa séria : essa pessoa grande é o melhor amigo que possuo no mundo.
            Tenho uma outra desculpa : essa pessoa grande é capaz de compreender todas as coisas, até mesmo os  livros de criança.
            Tenho ainda uma terceira : essa pessoa grande mora na França, e ela tem fome e frio. Ela precisa de consolo. Se todas essas desculpas não bastam, eu dedico então esse livro à criança que essa pessoa grande já foi.
            Todas as pessoas grandes foram um dia crianças. (Mas poucas se lembram disso).
                                                          Corrijo, portanto, a dedicatória:
                                                                 A LÉON WERTH
                                                    QUANDO ELE ERA PEQUENINO




        Decidi escrever hoje sobre um livro que se fosse uma pintura seria digna de um Michaelângelo ou Da Vinci. Muitas pessoas ouviram falar dele, conhecem trechos, mas não o leram. Não por acaso é o meu livro favorito de obra de ficção. Raros livros me fizeram lê-los mais que uma vez. E mesmo entre estes é ainda menor o número dos que cada vez que li aprendi algo novo. É um livro infantil escrito para adultos! Conhecer a vida íntima do autor ajuda entender alguns personagens como a Rosa e o Carneiro. Porém, isto não é um pré-requisito para ler o livro.


       "Le Petit Prince (O Pequeno Príncipe) é um romance do escritor francês "Antoine-Jean-Baptiste-Marie-Roger Foscolombe de Saint-Exupéry", mais conhecido apenas como Antoine de Saint-Exupéry, publicado em 1943 nos Estados Unidos. A princípio, aparentando ser um livro para crianças, tem um grande teor poético e filosófico. É o livro em língua francesa que mais foi vendido no mundo, com cerca de 80 milhões de exemplares, e entre 400 a 500 edições. Também se trata da terceira obra literária (sendo a primeira a Bíblia e a segunda o livro O Peregrino) mais traduzida no mundo, tendo sido publicado em 160 idiomas e dialetos.


         Em Portugal, integra o conjunto de obras sugeridas para leitura integral, na disciplina de Língua Portuguesa, no 2º Ciclo do Ensino Básico. No Japão, há um museu para o personagem principal do livro, um jovem sonhador de cabelos louros e cachecol vermelho. O autor do livro também foi quem fez suas ilustrações originais e acredita-se que parte do enredo da obra e as aquarelas de Antoine de Saint-Exupéry tenha sido inspirada pela sua ida ao nordeste do Brasil, onde ele teria se encantado com o Baobá, árvore de origem africana trazida à terra brasileira."(Fonte: Wikipédia)


          O pequeno príncipe é uma obra aparentemente simples, mas, apenas aparentemente. É profunda e contém todo o pensamento e a "filosofia" de Saint-Exupéry. Apresenta personagens plenos de simbolismos: o rei, o contador, o geômetra, a raposa, a rosa, o adulto solitário e a serpente, entre outros. O pequeno príncipe vivia sozinho num planeta do tamanho de uma casa que tinha três vulcões, dois ativos e um extinto. Tinha também uma flor, uma formosa flor de grande beleza e igual orgulho. Foi o orgulho da rosa que arruinou a tranqüilidade do mundo do pequeno príncipe e o levou a começar uma viagem que o trouxe finalmente à Terra, onde encontrou diversos personagens a partir dos quais conseguiu descobrir o segredo do que é realmente importante na vida.

É uma obra que nos mostra uma profunda mudança de valores, que ensina como nos equivocamos na avaliação das coisas e das pessoas que nos rodeiam e como esses julgamentos nos levam à solidão. Nós nos entregamos a nossas preocupações diárias, nos tornamos adultos de forma definitiva e esquecemos a criança que fomos.
         Como costumo fazer com as coisas que indico pesquisei e encontrei o livro on line. Você pode lê-lo neste endereço: http://www.cirac.org/VMF-principe-pt.htm


segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Facebook, quer saber quem não é mais seu "amigo"?

 
          Você sabia que pode estar recebendo atualizações de pessoas que te excluíram do Facebook? É isso ai, você entra no Facebook e vê aquela enxurrada de posts (todos muito úteis), ri de alguns, detesta outros, curti, compartilha, contribui para aquele mercado de peixe continuar um mercado de peixe quando resolve olhar um perfil aleatório e vê que você não está como amigo daquela pessoa, porém, continua vendo o que ela posta e muitas vezes nem é algo de seu interesse.
          Isso acontece por causa da ferramenta assinatura. Com ela você pode filtrar o que quer ver e o que não de cada pessoa. O recurso tem funcionamento parecido com um feed de notícias RSS, em que o usuário, a partir de um programa ou uma aplicação na web (como o Google Reader), “assina” gratuitamente um site de notícias, por exemplo, e consegue visualizar todas as atualizações do serviço que usa.



         A única diferença é que no Facebook, o recurso estará disponível para os perfis, em vez de notícias.  Com isso, o usuário pode assinar algum perfil (caso a pessoa tenha liberado a função) e visualizar as atualizações públicas daquele perfil.Após assinar vários perfis, o usuário poderá filtrar as atualizações e visualizar apenas as atividades relacionadas, por exemplo, a jogos, vídeos e fotos e updates de status de um amigo na rede social.
        É uma excelente ferramenta, que poucos usam. Vejo pessoas reclamando: não postem sobre BBB ou não postem sobre religião, etc e incitam discussões dispensáveis quando seria mais fácil filtrar os conteúdos através da ferramenta assinatura. O problema é que quando alguém te exclui do Facebook a ferramenta assinatura continua ativa, ou seja, aquela pessoa não quer mais contato com você, porém você continua recebendo suas atualizações, isso só muda se você ou ela clicarem em assinatura(na página dela) e desabilitar a ferramenta.
        Mas isto gera um segundo problema. Suponha que você tenha 1000 “amigos” adicionados no Facebook, seria muito trabalhoso conferir todos para saber quem te excluiu e ainda assim a assinatura continua ativada. Porém existe uma solução. Para isto você precisa usar um script chamado Unfriend Finder. Ele é compatível com Firefox, Chrome e IE. Estarei ensinando como instalá-lo com o Firefox.





        O Unfriend Finder é um script que, quando combinado com a extensão para Firefox Greasemonkey, permite que os usuários recebam uma notificação - similar a do Facebook - a cada vez que um amigo o exclui de sua lista (ou exclui o próprio perfil), o bloqueia ou ainda quando seu pedido de amizade é ignorado. Sua lógica de funcionamento é bem simples: sempre que você entra no Facebook, o aplicativo compara a sua lista de amizade atual com a do último acesso e, dessa forma, descobre quem o bloqueou, excluiu, ou saiu da rede e não está mais em sua lista. Além disso, Unfriend Finder também exibe uma lista onde são exibidas as solicitações pendentes de amizade.

Veja como instalar:
Passo 1. Baixe e instale o Firefox, caso você não tenha ainda.
Passo 2. Instale a extensão Greasemonkey pelo Firefox.
Passo 3. Reinicie o navegador.
Passo 4. Acesse o site do Unfriend Finder e clique em “Install”, do lado direito do título.
Passo 5. Saia de sua conta do Facebook e faça o login novamente.

Pronto! Ao abrir a página inicial do Facebook, você passará por uma breve configuração do novo aplicativo. Após essa etapa, você passará a receber as notificações do Unfriend Finder para cada amigo que te excluir ou bloquear após a instalação do novo script.

domingo, 15 de janeiro de 2012

Anúncios irritantes no Youtube

         Antigamente quando entrávamos em um site aparecia um quadradinho chamado poup-up com algum tipo de propaganda. Era até interessante até começarem a abusar do recurso e ao abrir qualquer página de internet seu computador era invadido por milhares de anúncios que irritavam e atrapalhavam a navegação. Eis, então, que alguém inventou os bloqueadores de poup-up e a paz voltou à internet. Por algum tempo. Os programadores e web masters logo deram um jeito de incluirem em seus códigos um novo tipo de poup-up que driblava os bloqueadores. Novamente, tudo bem, afinal quem não gosta de um anúncio aqui outro ali?



         Porém, mais uma vez está quase impossível navegar sem se irritar. Páginas inteiras são tomadas por anúncios e você só consegue ler ou ver alguma coisa depois de tolerar anúncios indesejáveis. Primeiramente gostaria de dizer que as empresas que se utilizam desses recursos estão fazendo o que chamo de anti-marketing, pois algo que me irrita está ficando associado àquela empresa. Segundo, a coisa ficou apelativa demais, comprometendo a funcionalidade de alguns recursos. E isso está mais claro no Youtube.
         Eu sempre gostei de ouvir músicas direto do Youtube. Crio minhas playlists e adiciono aos meus favoritos. Aos poucos foram surgindo vídeos com propagandas antes e tive que ir substituindo minhas playlists, pois ninguem quer ficar sabendo daquela marca de sabão em pó no meio das suas músicas. Depois surgiram pequenos poup-ups que atrapalham a visualização dos vídeos, porém, são facilmente fechados. Mas a grande novidade e que me inspirou a escrever este texto foi um anúncio que fica ao lado do vídeo fazendo um Bip-Bip irritante e isso ao mesmo tempo que você ouve músicas ou qualquer outro vídeo. Quem quiser conferir um vídeo com estes anúcios pode ver este: http://www.youtube.com/watch?v=bnVUHWCynig&ob=av2e .  Não vou citar o nome da empresa, pois não quero fazer propaganda para ela, mas é uma empresa de cartões virtuais. Para piorar é impossível fechá-lo. Você é obrigado a ficar ouvindo aquilo se quiser ver o vídeo ou música. Ou não!
 
         Como não me conformei com a situação fui procurar uma solução e depois de alguma pesquisa encontrei algo maravilhoso e seu nome é Adblock. É um plugin disponível para os navegadores mais populares. Você instala ele e pronto, ele bloqueia essa avalanche de anúncios, inclusive o Bip-Bip!!! Sem segredos, sem precisar configurar milhares de coisas, simples, prático e eficiente.

Download do Adblock:





terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Você já conheceu alguém pela internet?


         As redes sociais, os jogos on line, as salas de bate-papo, tem algo em comum: a possibilidade de interação com pessoas de várias partes do mundo. E essas interações casuais muitas vezes viram amizades, namoros, casamentos, etc. Eu particularmente fiz bons amigos via redes sociais, como Facebook e Orkut e jogos on line como Warcraft, Lord of The Rings e WoW. Algumas delas viraram amizades na vida real. Mas descobri que existe uma rede social que permite conhecer melhor as pessoas que vivem perto de você, em uma inversão de papéis, pois até agora primeiro conhecíamos nossos vizinhos para depois adicioná-los em nossas redes sociais. E o nome dessa ferramenta é Cromaz. 

       

          O Cromaz é uma rede social, parecida com as que já conhecemos, porém com um diferencial: ele permite saber quem mora próximo de você, mesmo bairro, mesma rua, cidade, país, quais os interesses em comum. Ou seja, você pode conhecer seus vizinhos antes mesmo de bater em suas portas!

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Se existem super-heróis então também existem kryptonitas


Antes de qualquer coisa, isto é um texto para os homens. Se quiserem considerar-me machista, fiquem à vontade. Venho de uma criação machista, minha geração é machista (até as mulheres, ou você não escolhem roupinhas azuis para os meninos e rosa para as meninas?). Não se muda isto da noite para dia, mas eu venho tentando, naquilo que consigo ótimo, o que não consigo paciência.
Muitos de vocês devem ter assistido a trilogia de filmes O Senhor dos Anéis, mas quero falar de uma parte no terceiro filme, O Retorno do Rei. Para quem se lembra, o personagem Faramir, que é filho do regente, liderava um grupo de soldados em um posto avançado, era a primeira linha de defesa contra os inimigos que desejassem atacar a cidade de Gondor. Fez isto por praticamente toda sua vida e no dia que falhou foi tratado pelo pai como se nunca tivesse se empenhado em proteger seu povo.
Da mesma forma, por centenas de anos a cidade de Gondor, que fica posicionada entre o inimigo e o restante da Terra Média, fazia a primeira linha de defesa contra as forças do mal, tornando a vida dos outros seres que lá vivem mais segura. Inclusive, muitos nem sabiam que isto acontecia, como é o caso dos Hobbits, que viviam suas vidinhas felizes e inocentes sem perceber que alguém se sacrificava para que isto fosse possível. E mesmo entre os que sabiam, saber é uma coisa, vivenciar é outra.

Em um outro filme, Caminhando Nas Nuvens, um pai é acusado de não amar a própria filha, isto porque ele é rígido e não expõe seus sentimentos. O que ninguém percebe é que ele se sacrifica todos os dias para que aquelas pessoas ao redor dele possam seguir suas vidas sem maiores complicações. Isto só fica evidente quando as coisas deixam de dar certo e todos precisam sair debaixo das asas e aprenderem a voar por conta própria. Ou, até como uma grande árvore centenária, que por décadas, talvez séculos fez sombra para quem precisava, mas ninguém realmente notou isto até o dia em que ela foi cortada.

Eu vi meu pai fazer coisas que só compreendo hoje e sinceramente agora enxergo o quanto fui ingrato e até cruel. Em fases da nossa vida em que ele estava desempregado, a gente cobrava de não ter isto ou aquilo e penso agora como ele devia sofrer com aquelas cobranças. Como é doloroso para um pai ver seu filho pedir algo e não poder dar! Claro que existem mulheres que passam por isto, mas ainda é uma coisa pela qual a maioria que passa é homem. Talvez pela forma que fomos criados, para ser o escudo da família, o provedor, etc. Mesmo que hoje em dia esta tarefa esteja sendo aos poucos compartilhada pela mulher, ainda são os homens que são cobrados de tal responsabilidade. Quando tudo sai como o esperado ouvimos frases como: atrás de um homem de sucesso sempre existe uma grande mulher. Mas quando tudo dá errado o homem afunda sozinho com toda responsabilidade.
E não estou colocando os homens como coitadinhos, os homens irão me entender: fomos lapidados para isto, aprendemos a suportar, é assim que carregamos os fardos que ninguém quer carregar. Porém, cobram de nós que sejamos diplomatas quando nos ensinaram a ser soldados. E Não me venham falar de homens preguiçosos, viciados, etc, que encontraram em suas vidas. Estou falando daqueles que tentam, acertam, erram, mas não desistem. De homens que não são super-homens, não tem super poderes e uma hora precisam de ajuda. 

E é nessa hora que eles percebem que as pessoas ao seu redor nem sabiam dos seus esforços, pois a vida delas sempre foi assim, protegida por algo ou alguém. Nessa hora que eles se sentem sozinhos na escuridão. Nessa hora em que pensam em desistir e descobrem que nem este direito eles têm. Pois, suas consciências não permitem. As pessoas demoram a entender a realidade. Demoram ainda mais a aceitá-la.  Se existem super-heróis então também existem kryptonitas. Não ajam como se fôssemos de aço, pois mesmo que fosse verdade, o aço também quebra.






sábado, 26 de novembro de 2011

Rápidas e rasteiras



           Quando eu era criança ensinava-se na escola que história se usava quando o fato era verdadeiro, um acontecido da vida real e estória quando era ficção, como um conto da Branca de Neve e os Sete Anões. Com o passar dos anos surgiu a recomendação de se usar apenas história para ambas situações, mas não eliminando a regra antiga. Eu particularmente ainda faço da maneira que aprendi na infância, mas a diferença entre uma história real e uma inventada é  muitas vezes tão sutil que me parece cada vez fazer mais sentido usar apenas a palavra história. Um bom exemplo é o descobrimento do Brasil, oficialmente datado em 1500 e posteriormente questionado, pois surgiram vários mapas da costa brasileira datados de anos ou décadas antes do "descobrimento" português. Isso sem contar o fato das escritas fenícias encontradas em rochas espalhadas pelo nosso país. Para quem não sabe os fenícios são um dos povos mais antigos que conhecemos. E, por outro lado, as estórias estão cheias de realidades, muitas vezes até mais que as histórias. Muitas dessas estórias são na verdade histórias que foram transformadas em contos, perpetuando assim grandes ensinamentos para as gerações futuras.


         E você sabia que a água doce dos rios na verdade é salgada? Chamamos de água doce porque a comparamos com a àgua do mar que é muito mais salgada. Mas quem leva os sais para o mar são os rios, que vão desgastando as rochas do continente, ricas em diversos sais, e com isto transformando os oceanos em um depósito de sal.


         Recentemente fui a uma bodas de prata e a uma bodas de papel. Para quem não sabe, a primeira é a comemoração de 25 anos de casamento e a segunda de 1 ano de casamento(você não leu errado). Atualmente vem se tornando frequente a comemoração das bodas de papel. Até uns 3 anos atrás eu sequer tinha ouvido falar que isto existia e, pasmem, existe uma boda para cada ano até os 100 anos. Enfim, pensei sobre o assunto e cheguei as minhas conclusões: em uma geração em que os casamentos mal duram 1 ano chegar aos "dificílimos" 12 meses tem que ser comemorado mesmo.


        Livro Ata. Está ai uma coisa arcaica que deveria mudar. Cada reunião um infeliz fica lá se matando para acompanhar o que está sendo discutido e registrar, ao mesmo tempo, neste maldito livro. Em tempos de celulares com câmeras, máquinas digitais de alta qualidade, etc, não seria mais fácil substituir esta carroça por uma Ferrari? Abaixo à resistência a tecnologia.


           Para finalizar, está chegando a época do ano que todos mais gostam. Natal, Ano Novo, festas e um fenômeno: a magia do natal!O espírito natalino transformando as pessoas! A partir do mês que vem, inspirados pelas vinhetas da Globo e pelos comerciais das casas Bahia com papais noéis vagabundos de quinta categoria, os seres humanos à sua volta vão se encher de luz e brilhar como as estrelas!