Praia da Cocanha, Caraguá.
Aviso: agora o blog tem duas opções de comentários. Vocês podem postar nas duas. A primeira faz o comentário ser publicado no seu mural do Facebook(é a melhor opção se vocês querem ajudar divulgar nosso blog). A segunda é aquela que todos conhecem, seus comentários aparecem no blog.
domingo, 24 de abril de 2011
quarta-feira, 20 de abril de 2011
O Garoto da Caverna
Há muitos anos, "em uma galáxia muito distante", existia um garoto que gostava de poemas, da vida e de comer raspa do congelador com chocolate em pó. E tinha certeza de que iria mudar o mundo. Só não sabia exatamente como.
Mas antes que pudesse fazer todas as grandes coisas que estavam em sua mente o garoto desapareceu. Ninguém sabe quando, nem onde, nem o que aconteceu com ele. Só deram falta dele depois de algum tempo e ai já era tarde demais para encontrá-lo. Recentemente alguns arqueólogos encontraram algumas escritas nas paredes de uma caverna em uma região da África quase inexplorada. Alguns especialistas, depois de análises "especializadas", concluíram que aqueles rabiscos quase ilegíveis eram do tal garoto.
Porém seu destino continua um mistério. Foi devorado por um leão? Por canibais? Foi abduzido por alienígenas? Ou está vivo em algum outro lugar? Como ele foi parar naquela caverna e o que ele estava fazendo ali? São muitas questões para o "especialistas", então, enquanto esperamos suas respostas colocarei aqui alguns daqueles rabiscos encontrados na caverna, que dizem, são mais de cem. Segue abaixo alguns deles:
Jardim
O meu jardim ontem teve uma flor. Não era uma rosa, nem uma violeta. Era uma flor que mal prestava-se a atenção. Mas era uma flor, a flor do meu jardim. Ontem o sol naceu, pois meu jardim tinha uma flor. E a àgua molhou a terra, saciou a sede da flor e do meu jardim.
Ontem todos admiravam o meu jardim e não sabiam que era porque ele tinha uma flor. Apenas o beija-flor sabia, mas ele era ousado.O meu jardim era bem cuidado, por isso tinha só uma flor. Se fosse mal cuidado nasceriam várias. Ontem eu não tinha várias flores, eu tinha uma só, hoje eu não tenho jardim.
Se hoje eu tivesse uma flor eu teria um jardim. As flores exigem jardins. Elas nascem na terra dura, em meio a ervas daninhas, mas para permanecerem exigem jardins. E ontem uma flor teve um jardim, o meu jardim, que eu não tenho mais.
Sol da Liberdade
No passado, escravos pelo chicote.
Hoje os troncos são vários.
Entre as nações um dos retardatários,
Com muitos da miséria à morte.
Em quinhentos anos a verdade foi sempre omitida.
Os livros a história mentem
Sobre uma pátria encardida
de mentiras persistentes.
A letra fantasia diz: "Glória no passado".
Uma glória que não é maior que a de agora.
Um povo sempre embaixo de uma mão exploradora,
Suportando como pode, da injustiça a clava forte que o tem massacrado.
Com excessão de uma ilha priviligiada,
Das indústrias à enxada,
Dos pavimentos à terra arada
Os filhos deste solo mãe hostil
Sonham realmente vê-lo mãe gentil.
Carecerá quinhentos anos mais para tornar-se este pátria amada?
Ou ainda assim o ama essa gente maltratada?
A esperança é que brilhe verdadeiramente o sol da liberdade
E que nasça em todos o sentido de igualdade
Para um futuro justo e com a paz tão desejada.
Detalhes
Porque são mínimos os sinais que demonstram o algo mais que existe entre nós.Um olhar profundo em que vejo-me, um espelho. Meu olhar profundo entregando-me por inteiro.
Uma boca molhada, quente, desejada. Meu corpo ardendo neste contato de atração, é mais do que paixão.
Tua mão que corre no meu corpo e me arrepia, o abraço forte que meu corpo irradia e o coração que dispara em emoção. São detalhes que persuadem a razão.
O tempo passa nos perdemos no viver, você em mim eu em você. Uma despedida parece uma tortura, como se um dos dois fosse para a sepultura. São detalhes que não dá para esconder, você é eu e eu sou você. E são detalhes que fazem a diferença entre o amor e a paixão, dois sentimentos que opõem-se à razão. Eu sei qual é o meu. O teu? Pergunte ao coração.
E a certeza de que por toda minha vida te terei vêm de um pedido e não de isto aqui, porque isto são apenas detalhes de algo entre nós dois.
terça-feira, 19 de abril de 2011
quarta-feira, 23 de março de 2011
Ver o invisível
Como a maioria das pessoas gosto muito de filmes. Meus gêneros favoritos são terror e suspense, mas não dispenso uma boa ação ou um bom drama. E de vez em quando alguns filmes me despertam um interesse especial. Isto aconteceu com Hancock. Para quem não quer spoilers talvez seja melhor parar de ler por aqui. Resumindo: Hancock é um filme de ação-comédia onde Will Smith é um super herói, ou pelo menos deveria ser. Ele tem super poderes muito parecidos com os do Super-Homem. O problema é que ele é mau humorado, rabugento, não toma banho ou faz a barba, vive alcoolizado e ainda por cima é desastrado. Sempre que vai ajudar alguém causa um grande prejuízo material para a cidade, destruindo prédios, asfalto, entre outras coisas. As pessoas não gostam dele por isto e ele não gosta delas por elas não gostarem dele. Um círculo vicioso. O filme é engraçado, tem um enredo com muita ação, a atuação sempre brilhante de Will Smith(confesso, sou fã de carteirinha) e ainda conta com a beleza extraordinária de Charlize Theron.
Mas não é por estes motivos que quis comentar sobre este filme. Aliás, muitas pessoas que assistem Hancock não reparam que há algo muito profundo nesta ação-comédia. Não sei se foi intencional por parte dos roteiristas, mas há uma mensagem implícita no filme. A uma certa altura Hancock conhece um homem que enxerga nele algo além do que pode ser visto com os olhos. Ray Embrey, interpretado por Jason Bateman, acredita que Hancock não é o que aparenta. Inclusive ele é a única pessoa no mundo que acredita nisso. Ray enxerga Hancock como ele poderia ser e não como ele é, enxerga seu potencial. E vai além, pois não fica apenas nas palavras, mas faz da recuperação de Hancock seu projeto particular. Se envolve tanto nisto que complica um pouco sua vida particular e mesmo assim não desiste.
Não quero estragar a diversão de quem ainda não assistiu ao filme, então não vou dar mais detalhes. E para quem já assistiu seria interessante assistir com esta nova perspectiva. Como sempre gosto de traçar paralelos, Ray me faz lembrar de como Deus nos vê. Olhando sempre lá no fundo, acreditando mais em nós do que nós mesmos. Vendo o invisível. Esta é a história dentro da história do filme Hancock. Sobre alguém desprezado pela sociedade. Sobre alguém que enxerga o coração das pessoas além da sua aparência e/ou comportamento. Sobre alguém que vê o que poderíamos ser ou o que somos de verdade. E sobre alguém que, por isto, reencontra o próprio caminho.
Não quero estragar a diversão de quem ainda não assistiu ao filme, então não vou dar mais detalhes. E para quem já assistiu seria interessante assistir com esta nova perspectiva. Como sempre gosto de traçar paralelos, Ray me faz lembrar de como Deus nos vê. Olhando sempre lá no fundo, acreditando mais em nós do que nós mesmos. Vendo o invisível. Esta é a história dentro da história do filme Hancock. Sobre alguém desprezado pela sociedade. Sobre alguém que enxerga o coração das pessoas além da sua aparência e/ou comportamento. Sobre alguém que vê o que poderíamos ser ou o que somos de verdade. E sobre alguém que, por isto, reencontra o próprio caminho.
terça-feira, 15 de março de 2011
Algumas cositas que gostaria de fazer antes de morrer:
1-Mergulhar com tubarões;
2-Dirigir um Cart;
5-Visitar outro continente;
7-Aprender a tocar violão;
10-Visitar um vulcão;
11-Falar, fluentemente, outra
língua;
13-Assistir a um jogo de copa do mundo no
estádio;
14-Descer um rio com caiaque;
15- Viajar sem destino certo,
só com uma mochila nas costas;
18- Correr uma maratona;
19- Ver um tornado;
22- Explorar uma caverna;
23- Ir a um show de seu
ídolo, mesmo que o ingresso seja um absurdo;
24-Visitar ruínas antigas;
25-Amanhecer na praia
cantando músicas e bebendo ao redor de uma fogueira;
26- Saltar de paraquédas.
quarta-feira, 9 de março de 2011
A ignorância é uma benção?
A gente passa a vida tentando se "encaixar" e em um instante, depois de muito tempo, descobre que o que serve para os outros não serve para gente. Então a pergunta passa a ser: o que que serve para mim?
É estranho imaginar que gastamos boa parte da vida tentando agradar as mais diversas pessoas. Tentando aprender seus gostos, suas profissões, suas diversões, suas idéias...
E até passamos a gostar de algumas dessas coisas com sinceridade. Mas sempre fica aquela sensação de não levarmos a vida que gostaríamos.
E nesses raros momentos de lucidez lembro de uma frase do personagem Cypher do filme Matrix:, interpretado por Joe Pantoliano: "a ignorância é uma benção". Esta frase é um paradoxo para mim. Ela representa uma verdade no contexto em que foi usada. Se a realidade é muito ruim, talvez seja melhor não saber a verdade. Por outro lado, mostra como lidamos com a realidade, preferindo fugir a encarar mudanças que nos tirem de nossa "zona de conforto". Poderia discorrer várias linhas sobre isto, mas creio que já fui compreendido.
É difícil nadar contra a correnteza e geralmente quem tenta morre de fadiga, mas está mais difícil descobrir que meus sonhos não eram meus.
sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011
Viver
Escrever para mim já foi uma atividade regular, mas não atualmente. Basta olhar quando foi minha última postagem aqui. Também já joguei futebol quase todos os dias e agora mal assisto aos jogos na televisão. Não deixei de gostar de nenhuma das duas coisas e quando posso, quero ou alguém me "obriga" volto a fazê-las. Mas vamos mudando com o passar da vida. As prioridades mudam e você descobre que nada é insubstituível. E que para cada prazer que você perde você encontra outro, mas que isso também vale para as coisas menos prazerosas.
Quero deixar bem claro que não sou nenhum amante da vida. A vida é difícil, chata ou frustrante ou as três coisas. É que em meio a este caos é possível ter alguns lampejos de felicidade. Quando a gente é criança a vida parece ser bem simples: você vai crescer, arrumar um emprego que gosta e paga bem, comprar um carro e uma casa, casar, ter dois filhos lindos(um menino e uma menina), o tempo vai passar você vai envelhecer, se aposentar e viver numa casa de praia passando a maior parte do dia numa rede bebendo água de coco(skol). Com o passar dos anos vê que não é bem assim. Poucas são as pessoas que conseguem seguir seu plano de vida. O mais interessante é que isto vale para qualquer classe social, credo ou etnia. E eu não estou aqui para dar respostas do porque isto acontece.
Viver é aprender ir de frustração em frustração sem desistir. E quantas são as frustrações! Claro que é muito fácil colocar a culpa no acaso, em Deus, no diabo, na sorte ou em qualquer outra coisa que quiser. Particularmente creio que a culpa, que eu não gosto de chamar de culpa, mas sim de responsabilidade, é nossa. São nossas escolhas, nossas conseqüências. E precisamos aprender a lidar com elas, porque o que nos mata não são nossas escolhas, mas sim não aceitar as conseqüências. Quem aceita as conseqüências de uma escolha errada consegue levantar a cabeça e seguir em frente.
Quero deixar bem claro que não sou nenhum amante da vida. A vida é difícil, chata ou frustrante ou as três coisas. É que em meio a este caos é possível ter alguns lampejos de felicidade. Quando a gente é criança a vida parece ser bem simples: você vai crescer, arrumar um emprego que gosta e paga bem, comprar um carro e uma casa, casar, ter dois filhos lindos(um menino e uma menina), o tempo vai passar você vai envelhecer, se aposentar e viver numa casa de praia passando a maior parte do dia numa rede bebendo água de coco(skol). Com o passar dos anos vê que não é bem assim. Poucas são as pessoas que conseguem seguir seu plano de vida. O mais interessante é que isto vale para qualquer classe social, credo ou etnia. E eu não estou aqui para dar respostas do porque isto acontece.
Viver é aprender ir de frustração em frustração sem desistir. E quantas são as frustrações! Claro que é muito fácil colocar a culpa no acaso, em Deus, no diabo, na sorte ou em qualquer outra coisa que quiser. Particularmente creio que a culpa, que eu não gosto de chamar de culpa, mas sim de responsabilidade, é nossa. São nossas escolhas, nossas conseqüências. E precisamos aprender a lidar com elas, porque o que nos mata não são nossas escolhas, mas sim não aceitar as conseqüências. Quem aceita as conseqüências de uma escolha errada consegue levantar a cabeça e seguir em frente.
Assinar:
Postagens (Atom)




